Alguma Luz no Fim do Túnel

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A confiança trazida pela eleição do novo governo ainda está longe de atingir os setores com prazos longos de maturação, como a construção civil
Por Ricardo Torrico

Enquanto as montadoras de veículos e os fabricantes de máquinas e equipamentos têm motivos para elaborar projeções otimistas, as empresas dedicadas à construção civil ainda não encontram sinais consistentes de recuperação do setor. Diretamente dependente do nível de emprego e da disponibilidade de crédito, as construtoras,  incorporadoras  e,  inclusive,  os  próprios cidadãos  preferem  esperar  por  um  horizonte  menos conturbado para assumir compromissos de longo prazo como os inerentes à aquisição ou construção de moradias, escritórios ou galpões.

O resultados é que, em 2018, o PIB da construção civil se retraiu pelo quinto ano consecutivo, mas com a expectativa de que, em 2019, esses números negativos fiquem para trás, como têm declarado os lideres empresarias do setor. Pelo menos, os Indicadores da Imobiliários Nacionais elaborados pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) mostram números nesse sentido, revelando que, em 2018, os lançamentos somaram 98.562 unidades, uma variação de 3,1% em relação às 95.566 unidades lançadas em 2017, e as vendas totalizaram 120.142 unidades, uma variação de 19,2% em relação às 100.787 unidades vendidas em 2017. O ano de 2018 também teve 21.580 unidades vendidas a mais do que lançadas, um volume substancialmente maior do que as 5.221 unidades vendidas a mais do que as lançadas em 2017, o que implica uma significativa redução do estoque. Na avaliação do presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP), Odair Senra, depois de acumular uma queda de 28% no período de 2014 a 2018, o PIB do setor da construção deverá crescer pela primeira vez em 2019, em torno de 2% em relação ao PIB de 2017, tomando como base uma projeção de crescimento para o PIB nacional de 2,5% neste ano. E se esse resultado se confirmar, deverá ser alavancado pelas obras e pequenas reformas realizadas por pequenos empreiteiros ou famílias − a chamada ‘autoconstrução’ −, que em seu conjunto poderão crescer 3,5% neste ano.

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