Fontes Limpas e Inesgotáveis

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Depois de um século de predomínio do petróleo como principal fonte de energia, o século 21 deverá se caracterizar pela substituição da energia fóssil pelas energias renováveis e limpas

Por Ricardo Torrico

O uso de fontes de energia limpa e renovável, com destaque para as energias solar e eólica, não se trata apenas de um modismo, mas de uma real necessidade, motivada por dois fatores: primeiro, o esgotamento − cedo ou tarde − das reservas mundiais de petróleo e gás, que, obviamente, não são infinitas e, segundo, a urgentíssima necessidade de minimizar a emissão de CO2 decorrente do uso desses combustíveis. Acompanhando a tendência mundial, o Brasil caminha a passos largos no processo de substituição da energia gerada pelos combustíveis fósseis por outras que, além do fato de ser totalmente ‘limpas’, têm a vantagem adicional de resultar de duas fontes inesgotáveis: o sol e o vento.

É bem verdade que, entre os combustíveis fósseis e as energias limpas, situa-se a energia hidrelétrica, com forte presença na matriz energética brasileira. Cabe, porém, lembrar que essa fonte é limpa, mas não é inesgotável, mesmo num país com o privilégio de ter uma vasta rede hidrográfica. Além disso, construir hidrelétricas implica um elevado impacto ambiental, como se pode depreender pela recente experiência  da Usina de Belo Monte, no Pará. Motivo de ufanismo por ser a segunda maior hidrelétrica do país, ela tem gerado uma grande polêmica pelos seus efeitos ambientais e sociais − neste caso, no âmbito das comunidade indígenas da região.

Bons ventos

As torres eólicas já estão em operação há algumas décadas, mas exigiam investimentos maciços que só se justificavam em casos muito específicos. No entanto, os avanços tecnológicos ocorridos principalmente desde o início deste século permitiram reduzir os seus custos de instalação e aumentar significativamente a sua eficiência, tornando-as economicamente viáveis. A primeira usina eólica brasileira −e também a primeira na América do Sul − começou a operar em 1992 no arquipélago de Fernando de Noronha (PE), com 225 kW de capacidade. Durante a crise energética de 2001, houve a tentativa de incentivar a contratação de empreendimentos de geração de energia eólica no país. Criou-se então, o Programa Emergencial de Energia Eólica (Proeólica), que tinha como objetivo a contratação de um total de 1.050 MW em projetos de energia eólica até dezembro de 2003. Mas esse Programa não alcançou os resultados esperados e foi substituído pelo Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (Proinfa).

Medidas com essa estimularam a criação, em 2002, da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), que hoje conta com mais de 100 associados representantes de todos os segmentos da cadeia produtiva de energia eólica. De acordo com os dados divulgados pela entidade, contidos no boletim Infovento 13, de 20 de outubro deste ano, o Brasil conta com 613 parques eólicos, com 7.536 aerogeradores em operação e capacidade para gerar 15,3 GW de energia, sendo que os projetos em andamento de novas usinas e ampliações devem acrescentar outros 4,6 GW até 2023. No ano de 2018, foram gerados 48,4 TWh de energia eólica, que representou 8,6% de toda a geração injetada no Sistema Interligado Nacional (SIN) no período. A energia gerada eólica gerada em 2018 cresceu 14,6% em relação a 2017, frente ao crescimento de 1,5% de toda a geração do SIN. De acordo com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), atualmente a energia eólica é responsável por 8,8% da matriz elétrica brasileira.

Estudos técnicos também indicam que a redução de CO2 propiciada pelas usinas atualmente instaladas é de 28 milhões de toneladas por ano, volume que equivale à emissão anual de cerca de 11 milhões de automóveis. Segundo a AEEólica, o potencial eólico do Brasil está estimado em torno de 500 GW, superando em mais de três vezes a capacidade instalada de 160 GW relativa a todas as fontes de energia  − nuclear, hídrica, térmica, eólica e outras. Isso não significa, porém, que um dia o Brasil possa ser abastecido inteiramente por energia eólica, já que − como a própria AEEólica reconhece − a situação ideal de qualquer país é que a geração total esteja distribuída entre todas as fontes de energia disponíveis.

Sol abundante

A energia solar é outra fonte de energia que já deu os primeiros passos, mas que ainda está longe de atingir o enorme potencial de um país com as características do Brasil, que, apesar de ter uma parcela considerável de seu território abaixo da Trópico de Capricórnio, é considerado primordialmente um país tropical. Da mesma forma que ocorreu com a energia eólica, no caso da energia solar fotovoltaica, o custo elevado da tecnologia disponível era um barreira para o seu desenvolvimento. Essa situação tem mudado nas últimas duas décadas e promete mudar mais ainda nos próximos anos, multiplicando a sua modesta participação atual na matriz elétrica brasileira, estimada em cerca de 1,3%, segundo a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR).

Partindo de uma base muito restrita em relação ao seu enorme potencial, a tendência de um intenso crescimento já pôde ser comprovada em 2018, quando a capacidade instalada deu um salto de 100%, passando de 1,2 GW para 2,4 GW. Com esse modesto resultado, tanto em valor absoluto quanto percentual, o Brasil ainda está longe de se destacar na linha de frente do ranking mundial de países que mais investem em energia solar fotovoltaica, liderado pela China, com 176,1 GW de capacidade instalada − ou seja, cerca de 73 vezes a brasileira. O que se pode depreender dessa comparação é que o Brasil tem uma enorme demanda a ser atendida para que a participação da energia solar na sua matriz energética possa se aproximar, pelo menos, dos 8,8% já atingidos pela energia eólica.

Segundo projeções da Bloomberg New Energy Finance (BNEF), em 2050, 40% da matriz elétrica mundial será composta por energia solar. O Brasil deve acompanhar essa tendência, estimando-se que, até lá, 38% da sua matriz energética será suprida por energia solar fotovoltaica. Há, portanto, um longo caminho a ser percorrido para atingir esse patamar. Dados oficiais da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) indicam que, hoje, dos mais de 84,4 milhões de consumidores cativos brasileiros faturados pelas distribuidoras, apenas 170 mil fazem uso da tecnologia, o que equivalente a somente 0,2% do total.

Na opinião de Alexandre Borin, gerente da Unidade de Negócios de Energia Fotovoltaica da Fronius, multinacional austríaca há 25 anos atuando no mercado brasileiro, a adesão ao uso de energia limpa, principalmente a solar, é vantajosa em todos os aspectos, desde o menor custo para o consumidor até a preservação do meio ambiente. Do lado do consumidor, a economia gerada na conta de luz pode chegar até 95%. Já com referência à política do governo, Borin ressalta que a Fronius tem acompanhado com atenção o posicionamento da Aneel referente à revisão da Resolução Normativa 482/2012. “Essa resolução limita o acesso dos consumidores brasileiros a uma energia mais econômica e sustentável, uma vez que reduz o atual sistema de compensação de energia gerada dos atuais 100% para 66% para instalações junto à carga e para 38% no caso de instalações remotas. É necessário buscar uma solução viável e sustentável, respeitando o direito de escolha do consumidor por uma energia mais acessível, seja para a sua residência ou negócio. Caso o posicionamento da Aneel seja mantido, ou seja, se ocorrer uma drástica redução na política de compensação de energia solar, os avanços do mercado fotovoltaico podem ser prejudicados, acarretando o fechamento de empresas e desemprego, atingindo principalmente os pequenos instaladores do setor”, adverte Borin.

ENERGIA SOLAR BEM APROVEITADA

De olho na demanda reprimida, a Fronius desenvolve tecnologias destinadas a reduzir o custo da energia fotovoltaica

Lançou novidades como o novo inversor híbrido GEN24, o medidor inteligente bidirecional Smart Meter e o dispositivo regulador de consumo Ohmpilot.

O inversor híbrido GEN24 conquistou o título de “produto do ano” em quatro categorias do renomado prêmio alemão Plus X Award em 2019: alta qualidade, conforto operacional, funcionalidade e ecologia. O equipamento possui as vantagens do atual SnapINverter, ou seja, uma solução completa para todos tipos de projetos e instalações residenciais ou comerciais. O GEN24 pode ser conectado a uma bateria para composição de um sistema de geração híbrido de energia. Ele gerencia a geração, o armazenamento de energia e o consumo do cliente por meio de sistema de processamento de dados que pode ser acessado por um aplicativo ou através do portal de monitoramento Fronius (www.solarweb.com). Dessa forma o usuário tem total controle sobre o sistema, pode por exemplo escolher o horário em que injetará energia na rede elétrica ou quando usará a energia armazenada na bateria para suprir a demanda de suas cargas.

O medidor inteligente Smart Meter tem três linhas: o modelo monofásico Smart Meter 63A-1, para rede AC 380V, corrente de instalação até 63A, com TC (transformador de corrente) integrado; o Smart Meter 50kA-3 (mono/bi/trifásico), para rede AC 380V, com corrente de 63A até 50kA e necessário TC; e o Smart Meter 240-3 UL, destinado à rede de 220V. Indicado para medição da energia consumida e injetada na rede elétrica, pode ser usado em residências, indústrias e usinas de grande porte.

O regulador de consumo Ohmpilot também é um marco de inovação da empresa. O produto foi projetado para aproveitar a energia solar excedente e utilizá-lo no aquecimento da água. Com sua regulagem ajustável de 0 a 9kW, a energia que for gerada em excesso poderá ser utilizada de forma eficiente e segura pelos consumidores em suas casas. Sua principal função é controlar de maneira inteligente os elementos de aquecimento para fornecer água quente em aquecedores e tanques de armazenamento tipo boiler. Este sistema contribui para a redução das emissões de CO2 e melhora o aproveitamento da energia gerada pelo sistema fotovoltaico.

Demanda em alta

“A demanda destes produtos no mercado brasileiro vem evoluindo à medida que o consumidor tem mais consciência e controle sobre a energia que está sendo gerada pelo seu sistema fotovoltaico. Devido à política atual da compensação de energia ser de 100%, ou seja, para cada 1KW injetado na rede, o consumidor tem direito a receber o mesmo 1KW em seu consumo, os produtos que propiciam controle e armazenamento tem ganhado cada vez mais espaço nas instalações fotovoltaicas”, explica Alexandre Borin, gerente da Unidade de Negócios de Energia Fotovoltaica da Fronius. “Os custos adicionais desses dispositivos podem ser facilmente diluídos nos diversos financiamentos disponíveis no mercado, tanto para pessoa física como jurídica. Hoje a grande parte das instalações está em residências, mas todos os setores, sem exceção, estão em busca de opções renováveis para reduzir seus custos”.

Segundo Borin, o preço de todos os componentes do sistema solar fotovoltaico vem caindo nos últimos anos devido ao aumento da escala de produção e à adoção cada vez maior dessa tecnologia limpa e sustentável. Por enquanto, os inversores da Fronius são todos de fabricação austríaca, mas a empresa monitora constantemente o crescimento do mercado e as tendências de nacionalização dos produtos. “Infelizmente ainda não existe uma política industrial para o setor que justifique um investimento para a fabricação local dos inversores. Por outro lado, como todo produto europeu, os nossos seguem as mais rigorosas normas de segurança e desempenho praticadas mundialmente”, garante o executivo da Fronius.

Acesse: www.fronius.com.br


Sistema de energia solar fotovoltaica exige produto de qualidade e cuidados durante a instalação de todo o sistema

Inversor é a peça fundamental em todo o processo de geração de energia solar

Aos poucos, empresas de todos os segmentos estão buscando alternativas para preservar o meio ambiente e proporcionar mais qualidade de vida. E um dos setores que tem avançado e conquistado os brasileiros é a energia solar.

Mas, para que o processo tenha êxito, é necessário estudar a viabilidade do processo de instalação, a qualidade e a procedência de todos os produtos envolvidos, inclusive o inversor. Aliás o inversor é um componente fundamental para o funcionamento do sistema fotovoltaico, considerado o “cérebro do sistema”. Para oferecer mais segurança às empresas e às pessoas que estão investindo ou pensam em investir em energia fotovoltaica, a Fronius é a única empresa a propiciar sete anos de garantia de seu inversor. “Nossos produtos têm uma garantia maior, porque acreditamos no que construímos. Tudo é fabricado com a máxima segurança”, ressalta a gerente de Marketing, Thaís Bitencourt.

É importante ressaltar que todo o procedimento – desde a montagem dos painéis solares até os inversores – deve ser realizado por empresas especializadas. Apesar da garantia de sete anos, os inversores da Fronius, assim como qualquer outro produto, necessitam de inspeções para garantir sua durabilidade e funcionalidade.

A manutenção dos inversores solar é algo simples, mas que deve ser realizada por um técnico autorizado. A visita do profissional consiste em uma inspeção visual e periódica no equipamento e nas placas. Todo o sistema de qualidade tem durabilidade estimada de 25 anos.

O segmento de energia solar é um negócio que chegou no Brasil e está se solidificando aos poucos. De acordo com os últimos dados da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), a potência operacional total, que inclui geração centralizada (com 2.253,4 MW) e micro e minigeração distribuída (1.112,1 MW), alcançou 3.365,5 MW. A energia solar fotovoltaica pode ser aplicada em residências,  indústrias, hospitais, hotéis, no agronegócio (frigoríficos, usinas de açúcar e álcool, etc), entre outros.

A multinacional austríaca Fronius – uma das líderes em tecnologia e soluções de energia solar – tem investido ininterruptamente em tecnologia para atender às exigências de mercado. A empresa, uma das pioneiras neste segmento no Brasil, atualmente é responsável por mais de 25% de participação no mercado brasileiro. A expectativa é dobrar o faturamento em 2019 e um dos responsáveis por este crescimento é a Unidade de Negócios de Energia Solar,comenta Alexandre Borin, gerente da unidade no Brasil.

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